
“O valor de um produto não possui absolutamente nenhuma conexão com suas propriedades físicas”, já ensina Karl Marx no 1º volume de O Capital (1867). O que o sociólogo alemão chamou de fetichismo da mercadoria vale até hoje para vestidos de noiva brancos e carros esportivos vermelhos: seu preço não é o “justo”, mas o maior que alguém topar pagar.
É um valor, antes de tudo, simbólico. Mas que algumas marcas de luxo tentam justificar, adotando processos de produção bem excêntricos. Muitas canetas Montblanc, por exemplo, passam por um teste de som: ouvidos apurados escutam seu deslizar sobre um papel – as que não soam bem são reprovadas. Já os relógios Rolex têm uma espiral central imune à ação de campos magnéticos, que poderiam atrasar ou adiantar o relógio.

Pra quem curte o famoso Felipe Neto, esta ai uma entrevista dele que achei no virgula.